Não tenho grande coisa para dizer dos meus últimos dias, tenho estudado para uma prova de selecção que vou fazer para ingressar num curso de especialização tecnológica e tenho estudado a minha personagem na peça de teatro que vou voltar a representar este fim-de-semana.
Esta ausência de problemas dos últimos dias faz-me sofrer um pouco por antecipação. A minha namorada vem a casa no fim-de-semana e de certeza que vai haver uma DAQUELAS reuniões de família, espero que corra tudo calmamente e pelo melhor, se bem que também tenho algumas certezas de que o meu nome vai estar envolvido na conversa. Tenho medo por ela, tenho medo por mim... Sei que no final de tudo vou estar a falar com ela, quer as coisas tenham corrido bem ou mal, eu estou sempre disponível para ela, mas ao mesmo tempo tenho medo do que o pai dela possa dizer sobre mim, ele tem sempre uma maneira muito própria de ofender as pessoas com palavras ou descrições difíceis de compreender (pelo menos para mim), à medida que a minha namorada às vezes me conta o que o pai dela diz, começa a acumular-se uma sensação estranha dentro de mim e é neste momento que se torna difícil separar os meus problemas da conversa e estar ali para ela a 100% como eu quero e me sinto bem a estar. Começo a pensar se nalgum dos dias em que estive na presença dele, se fui assim tão desagradável como ele me descreve e depois acabo por me dispersar e não consigo dizer as coisas que sei que a minha namorada precisa de ouvir, ainda fico assim um bom bocado, até ela depois insistir mesmo comigo e arrancar estas "pequenas" bagagens da minha cabeça.
Acho que é por estas "pequenas" coisas que nós nos tornámos mais fortes, porque muitas vezes chegaram a separar-nos, mas apenas para nos poderem juntar outra vez, até nos tornarmos indestrutíveis e é assim que eu gosto de nos descrever.
Para finalizar, vou só dizer, que este blog me tem ajudado muito, tanto a organizar ideias, como a tomar algumas decisões, sinto que estou mais ponderada por escrever as coisas nalgum sitio e saber que de vez em quando, talvez, alguém as lê. Vou continuar a partilhar as minhas experiências e espero sinceramente poder ajudar ou esclarecer alguém.
Ninguém escolhe ser como é, mas somos muitos, por isso há sempre alguém que nos compreende!
Até à Próxima!
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