Olá mais uma vez!
Tenho para vos contar os principais assuntos presente na minha vida esta semana.
No inicio desta semana tive uma discussão com o meu pai, onde começamos por falar de bugalhos, mas depois ele irritou-se e para meu espanto começou a balbuciar umas coisas sobre a minha orientação sexual, temos de ter em conta que o meu pai nunca tinha falado nem mencionado este assunto desde que saí do armário.
Pensava que ele era uma pessoa diferente, que por muito que não falasse do assunto, me respeitasse e até me apoiasse, até porque a minha namorada já veio cá a casa e ele foi muito simpático, falou bastante com ela e mostrou-lhe muitas coisas que gosta de partilhar com as pessoas que vêem cá a casa.
Ao ter estas duas situações totalmente contraditórias, fico muito triste porque nos meus 20 anos de existência sempre achei que ele fosse boa pessoa, distraído, infantil, um idiota no bom sentido da palavra, mas uma pessoa verdadeira. Afinal não é assim, pode não parecer nada de mais mas fiquei muito desiludida com ele em dois sentidos. Por me desrespeitar e por a minha mãe ser a única que permite, com algum esforço, que eu vá falando com ela sobre uma coisa ou outra que surja entre mim e a minha namorada. A minha mãe que no meio disto tudo (os meus problemas e os dela) é uma super-mulher, que aguenta um marido pouco companheiro, distraído e nada interessado nos problemas, nem dela nem dos filhos.
Como costuma ser desilusão atrás de desilusão aqui vem a segunda, que em parte é culpa minha por ter demasiada esperança nas pessoas.
A minha namorada falou com o pai dela sobre uma série de problemas que se têm passado na vida dela, relacionados com amizades e com estudos. Ela estava bastante mal com tudo o que se estava a passar e chorava muito, às vezes por tudo e por nada, então eu disse-lhe que o pai dela não era assim tão mau, que era humano, ia perceber a situação e podia ajudá-la a tomar as decisões.
Ora foi exactamente isto que aconteceu, só que houve uma parte da conversa em que ela falou de mim e o pai dela basicamente acha que eu sou a pior pessoa à face da terra, que sou má influencia, que tenho um estilo extravagante, que tenho uma vida muito "para a frente", logo quem anda comigo é como eu... (diz ele).
Posto isto, a resposta do pai dela que nunca falou comigo, nem nunca me conheceu, (de maneira a que percebam), foi que eu sou culpada por ter este meu estilo ligeiramente gay e portanto, exponho as pessoas próximas de mim como se fossem iguais a mim, também diz que ela está focada somente em mim, acha que ela nunca deu hipótese a outras pessoas, que ela é muito nova e tem muita coisa pela frente... O que ele não sabe é que eu me preocupo com ela, gosto que ela saia com os amigos, incentivo o mais que posso para que ela siga as coisas boas que tem na vida dela e também não sabe que fui eu que acreditei mais nele do que a própria filha, porque ela estava cheia de medo de lhe dizer fosse o que fosse.
Eu sou a má da fita. Eu! Que sou quem dá o braço a torcer e vou atrás dela quando se chateia. Eu! Que nunca tive dúvidas em relação aos meus sentimentos por ela. Se alguém algum dia levar "um pontapé no cu" nesta relação, provavelmente vou ser eu. A única maneira disso não acontecer é o pai dela enfurecer-me tanto, ao ponto de eu realmente não querer ser culpada em mais nada na vida dela e talvez nem na vida de mais ninguém.
Só espero que com as pequenas jogadas e conselhos, que parecem inofensivos, ele não a consiga manipular para chegar ao fim da nossa relação, porque tem sido a melhor coisa que tem acontecido na minha vida.
2 anos e 5 meses hoje!
Até à Próxima!
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