Pensava que aqueles momentos em que desejava ser outra pessoa eram passado, mas a verdade é que esses momentos acabam sempre por voltar, por vezes em certas situações seria mais fácil sermos outra pessoa.
Depois o tempo vai passando e aprendo que afinal eu sou eu e admiro-me porque sou eu e não podia ser de outra maneira. As incertezas permanecem, para umas pessoas devíamos ser diferentes e para quem nos ama somos perfeitos, para nós somos bons, noutros momentos somos maus e noutros sabemos que temos algo de bom mas simplesmente não conseguimos mostrar.
E a vida é curta e depois os momentos passam, aos 20 anos eu não me imaginava aqui a escrever no meu blog, sem trabalho e sem um curso de faculdade... Mas de uma coisa eu sei, nunca vou estar em nenhum momento onde pensei que estaria, mas sei que pelo caminho, tenho de ir fazendo o que gosto, para que cada dia e cada momento valha a pena e no fim ficam os bons momentos, as recordações e as pessoas que nos amam.
Até à Próxima!
The Red Outcast
Carry on...
domingo, 16 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Coisas
Não tenho grande coisa para dizer dos meus últimos dias, tenho estudado para uma prova de selecção que vou fazer para ingressar num curso de especialização tecnológica e tenho estudado a minha personagem na peça de teatro que vou voltar a representar este fim-de-semana.
Esta ausência de problemas dos últimos dias faz-me sofrer um pouco por antecipação. A minha namorada vem a casa no fim-de-semana e de certeza que vai haver uma DAQUELAS reuniões de família, espero que corra tudo calmamente e pelo melhor, se bem que também tenho algumas certezas de que o meu nome vai estar envolvido na conversa. Tenho medo por ela, tenho medo por mim... Sei que no final de tudo vou estar a falar com ela, quer as coisas tenham corrido bem ou mal, eu estou sempre disponível para ela, mas ao mesmo tempo tenho medo do que o pai dela possa dizer sobre mim, ele tem sempre uma maneira muito própria de ofender as pessoas com palavras ou descrições difíceis de compreender (pelo menos para mim), à medida que a minha namorada às vezes me conta o que o pai dela diz, começa a acumular-se uma sensação estranha dentro de mim e é neste momento que se torna difícil separar os meus problemas da conversa e estar ali para ela a 100% como eu quero e me sinto bem a estar. Começo a pensar se nalgum dos dias em que estive na presença dele, se fui assim tão desagradável como ele me descreve e depois acabo por me dispersar e não consigo dizer as coisas que sei que a minha namorada precisa de ouvir, ainda fico assim um bom bocado, até ela depois insistir mesmo comigo e arrancar estas "pequenas" bagagens da minha cabeça.
Acho que é por estas "pequenas" coisas que nós nos tornámos mais fortes, porque muitas vezes chegaram a separar-nos, mas apenas para nos poderem juntar outra vez, até nos tornarmos indestrutíveis e é assim que eu gosto de nos descrever.
Para finalizar, vou só dizer, que este blog me tem ajudado muito, tanto a organizar ideias, como a tomar algumas decisões, sinto que estou mais ponderada por escrever as coisas nalgum sitio e saber que de vez em quando, talvez, alguém as lê. Vou continuar a partilhar as minhas experiências e espero sinceramente poder ajudar ou esclarecer alguém.
Ninguém escolhe ser como é, mas somos muitos, por isso há sempre alguém que nos compreende!
Até à Próxima!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Uma vida para muitos "erros"
Esta história sobre os meus "erros", já vem desde muito cedo.
Desde o meu 10º ano que não tenho tido grandes ambições em relação ao meu futuro, comecei logo mal na escolha do curso de ciências e tecnologias, que para mim teria de ser a única opção já que, pelas palavras da minha mãe, os outros cursos eram para burros... Ela nunca desejou que eu fosse médica ou que eu descobrisse a cura para o cancro, daí eu não perceber a insistência dela neste curso. Não sei se foi o aconselhamento da psicóloga da escola no 9º ano, se foi para eu não me separar das minhas amigas... Enfim, já me conformei que vão sempre existir coisas que eu nunca vou saber o porquê de terem acontecido.
Mais tarde, no meu degradante caminho no secundário foi quando conheci pessoas como eu. Fiz amigas que também eram gays e já tinham feito grandes progressos nesse aspecto, enquanto eu ainda andava a namorar às escondidas de tudo e de todos. Foi nesta altura que decidi contar à minha mãe, pela primeira vez ia confiar nela e ia partilhar com ela uma grande parte de mim, que me tinha sido muito difícil aceitar.
Contei-lhe, quase ia recuando, mas ela insistiu e então, eu disse - "gosto de raparigas" e ela perguntou, como se tivesse ouvido mal, - "O quê?" e eu voltei a dizer - "Sim mãe, tu ouviste, eu gosto de raparigas"... E é mais ou menos a partir deste momento em que eu começo a sentir-me culpada por tudo o que acontece nas relações com a minha família, amigos, namoradas... Não me sinto culpada ou arrependida por lhe ter contado, apesar de nos primeiros tempos ter sido uma coisa muito má em que eu pensei que a minha vida ia ficar péssima ou até mesmo acabar, sinto-me culpada mas sim pelas situações que vieram depois desta revelação. Sentia que o meu segredo tinha deixado a minha família numa situação depressiva, senti que quando me chateava ou tentava mostrar um ponto de vista a um amigo ou à minha namorada, as pessoas chateavam-se comigo de volta, não queriam reconhecer os erros delas. Estas coisas ainda vão acontecendo e ainda estão presentes na minha vida, eu não sei se em parte a culpa é minha por ter tanta facilidade em assumir os meus erros, que acabo por assumir também os das outras pessoas, se as pessoas se aproveitam dessa fraqueza que tenho, ou se são mesmo demasiado orgulhosas e preferem chatear-se de volta com quem está realmente triste e magoado.
São também outras coisas sobre as quais tenho a sensação que nunca vou saber as respostas.
Mas felizmente, hoje em dia, a minha vida não são só tristezas, hoje consegui candidatar-me a um curso de especialização tecnológica. Agora basta trabalhar para conseguir atingir alguma coisa. Não posso falar como se eu nunca tivesse tido sucesso, porque tive, a minha vida nos últimos tempos era só estar em casa e trabalhar para os meus projectos musicais e culturais, mas estes e outros projectos deram frutos, que têm algum reconhecimento, só não são o suficiente para assegurar um futuro.
A minha namorada, na noite passada, fez questão de me lembrar dessas coisas boas que eu já atingi, deixou-me muito feliz porque eu estava mesmo a precisar de ouvir aqueles elogios, depois do pai dela ter falado sobre assuntos que não conhece... Amo-te mulher da minha vida @
Bem, só posso esperar que pelo menos uma vez na vida as coisas corram como o esperado, espero que o que já passei nas mãos destes erros ou azares seja compensado e espero que esse momento esteja perto.
Depois de tanto, que aqui escrito parece tão pouco, eu ainda tenho esperança, espero dar um pouco disso a mais alguém que leia os meus desabafos.
Até à próxima!
Desde o meu 10º ano que não tenho tido grandes ambições em relação ao meu futuro, comecei logo mal na escolha do curso de ciências e tecnologias, que para mim teria de ser a única opção já que, pelas palavras da minha mãe, os outros cursos eram para burros... Ela nunca desejou que eu fosse médica ou que eu descobrisse a cura para o cancro, daí eu não perceber a insistência dela neste curso. Não sei se foi o aconselhamento da psicóloga da escola no 9º ano, se foi para eu não me separar das minhas amigas... Enfim, já me conformei que vão sempre existir coisas que eu nunca vou saber o porquê de terem acontecido.
Mais tarde, no meu degradante caminho no secundário foi quando conheci pessoas como eu. Fiz amigas que também eram gays e já tinham feito grandes progressos nesse aspecto, enquanto eu ainda andava a namorar às escondidas de tudo e de todos. Foi nesta altura que decidi contar à minha mãe, pela primeira vez ia confiar nela e ia partilhar com ela uma grande parte de mim, que me tinha sido muito difícil aceitar.
Contei-lhe, quase ia recuando, mas ela insistiu e então, eu disse - "gosto de raparigas" e ela perguntou, como se tivesse ouvido mal, - "O quê?" e eu voltei a dizer - "Sim mãe, tu ouviste, eu gosto de raparigas"... E é mais ou menos a partir deste momento em que eu começo a sentir-me culpada por tudo o que acontece nas relações com a minha família, amigos, namoradas... Não me sinto culpada ou arrependida por lhe ter contado, apesar de nos primeiros tempos ter sido uma coisa muito má em que eu pensei que a minha vida ia ficar péssima ou até mesmo acabar, sinto-me culpada mas sim pelas situações que vieram depois desta revelação. Sentia que o meu segredo tinha deixado a minha família numa situação depressiva, senti que quando me chateava ou tentava mostrar um ponto de vista a um amigo ou à minha namorada, as pessoas chateavam-se comigo de volta, não queriam reconhecer os erros delas. Estas coisas ainda vão acontecendo e ainda estão presentes na minha vida, eu não sei se em parte a culpa é minha por ter tanta facilidade em assumir os meus erros, que acabo por assumir também os das outras pessoas, se as pessoas se aproveitam dessa fraqueza que tenho, ou se são mesmo demasiado orgulhosas e preferem chatear-se de volta com quem está realmente triste e magoado.
São também outras coisas sobre as quais tenho a sensação que nunca vou saber as respostas.
Mas felizmente, hoje em dia, a minha vida não são só tristezas, hoje consegui candidatar-me a um curso de especialização tecnológica. Agora basta trabalhar para conseguir atingir alguma coisa. Não posso falar como se eu nunca tivesse tido sucesso, porque tive, a minha vida nos últimos tempos era só estar em casa e trabalhar para os meus projectos musicais e culturais, mas estes e outros projectos deram frutos, que têm algum reconhecimento, só não são o suficiente para assegurar um futuro.
A minha namorada, na noite passada, fez questão de me lembrar dessas coisas boas que eu já atingi, deixou-me muito feliz porque eu estava mesmo a precisar de ouvir aqueles elogios, depois do pai dela ter falado sobre assuntos que não conhece... Amo-te mulher da minha vida @
Bem, só posso esperar que pelo menos uma vez na vida as coisas corram como o esperado, espero que o que já passei nas mãos destes erros ou azares seja compensado e espero que esse momento esteja perto.
Depois de tanto, que aqui escrito parece tão pouco, eu ainda tenho esperança, espero dar um pouco disso a mais alguém que leia os meus desabafos.
Até à próxima!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
As pessoas que pensam que me conhecem
Olá mais uma vez!
Tenho para vos contar os principais assuntos presente na minha vida esta semana.
No inicio desta semana tive uma discussão com o meu pai, onde começamos por falar de bugalhos, mas depois ele irritou-se e para meu espanto começou a balbuciar umas coisas sobre a minha orientação sexual, temos de ter em conta que o meu pai nunca tinha falado nem mencionado este assunto desde que saí do armário.
Pensava que ele era uma pessoa diferente, que por muito que não falasse do assunto, me respeitasse e até me apoiasse, até porque a minha namorada já veio cá a casa e ele foi muito simpático, falou bastante com ela e mostrou-lhe muitas coisas que gosta de partilhar com as pessoas que vêem cá a casa.
Ao ter estas duas situações totalmente contraditórias, fico muito triste porque nos meus 20 anos de existência sempre achei que ele fosse boa pessoa, distraído, infantil, um idiota no bom sentido da palavra, mas uma pessoa verdadeira. Afinal não é assim, pode não parecer nada de mais mas fiquei muito desiludida com ele em dois sentidos. Por me desrespeitar e por a minha mãe ser a única que permite, com algum esforço, que eu vá falando com ela sobre uma coisa ou outra que surja entre mim e a minha namorada. A minha mãe que no meio disto tudo (os meus problemas e os dela) é uma super-mulher, que aguenta um marido pouco companheiro, distraído e nada interessado nos problemas, nem dela nem dos filhos.
Como costuma ser desilusão atrás de desilusão aqui vem a segunda, que em parte é culpa minha por ter demasiada esperança nas pessoas.
A minha namorada falou com o pai dela sobre uma série de problemas que se têm passado na vida dela, relacionados com amizades e com estudos. Ela estava bastante mal com tudo o que se estava a passar e chorava muito, às vezes por tudo e por nada, então eu disse-lhe que o pai dela não era assim tão mau, que era humano, ia perceber a situação e podia ajudá-la a tomar as decisões.
Ora foi exactamente isto que aconteceu, só que houve uma parte da conversa em que ela falou de mim e o pai dela basicamente acha que eu sou a pior pessoa à face da terra, que sou má influencia, que tenho um estilo extravagante, que tenho uma vida muito "para a frente", logo quem anda comigo é como eu... (diz ele).
Posto isto, a resposta do pai dela que nunca falou comigo, nem nunca me conheceu, (de maneira a que percebam), foi que eu sou culpada por ter este meu estilo ligeiramente gay e portanto, exponho as pessoas próximas de mim como se fossem iguais a mim, também diz que ela está focada somente em mim, acha que ela nunca deu hipótese a outras pessoas, que ela é muito nova e tem muita coisa pela frente... O que ele não sabe é que eu me preocupo com ela, gosto que ela saia com os amigos, incentivo o mais que posso para que ela siga as coisas boas que tem na vida dela e também não sabe que fui eu que acreditei mais nele do que a própria filha, porque ela estava cheia de medo de lhe dizer fosse o que fosse.
Eu sou a má da fita. Eu! Que sou quem dá o braço a torcer e vou atrás dela quando se chateia. Eu! Que nunca tive dúvidas em relação aos meus sentimentos por ela. Se alguém algum dia levar "um pontapé no cu" nesta relação, provavelmente vou ser eu. A única maneira disso não acontecer é o pai dela enfurecer-me tanto, ao ponto de eu realmente não querer ser culpada em mais nada na vida dela e talvez nem na vida de mais ninguém.
Só espero que com as pequenas jogadas e conselhos, que parecem inofensivos, ele não a consiga manipular para chegar ao fim da nossa relação, porque tem sido a melhor coisa que tem acontecido na minha vida.
2 anos e 5 meses hoje!
Até à Próxima!
Olá Bloggers!
Estou a começar este blog principalmente porque há certos assuntos que quero partilhar e não quero preocupar ou dizer o que não devo a certas pessoas à minha volta. Por esta razão eu não vou dizer o meu nome, mas podem chamar-me Red Outcast.
Sobre mim, posso dizer-vos que sou uma rapariga, tenho namorada, gosto de música, de tocar guitarra, cantar, de sair com os amigos, basicamente o que maior parte dos jovens também gosta de fazer.
Infelizmente, nos últimos tempos as coisas não têm corrido da melhor forma, depois de ter acabado o 12º ano, o meu futuro não tem sido nada como eu pensava que poderia ser. Apesar de eu ter muitos planos e muitas ideias, nenhuma delas tem tido sucesso, só as pequenas coisas e projectos para os quais sou convidada é quem têm corrido bem, mas isso não é futuro pois não dá dinheiro e assim não posso garantir a minha sustentabilidade. Mas era bom que as coisas tivessem corrido mal só depois do 12º, a questão é que os meus problemas "profissionais" já se arrastam desde a escolha do meu curso quando entrei para o 10º ano. Mas eu vou explicando isso consoante os assuntos que for falando neste blog.
Falando agora da minha vida amorosa, eu já fiz algumas asneiras é verdade, para que fiquem a saber a história, aqui fica resumidamente. Comecei por ter uma grande paixão por uma rapariga mais velha, obviamente que não correu bem, ela não quis nada comigo e eu ainda estava a descobrir o que se passava na minha vida...
Mais tarde, apareceu uma rapariga espectacular, muito especial e muito única, no entanto, não era para mim, tal como eu não era para ela. Ainda hoje me arrependo muito por não ter descoberto mais cedo que ela não era para mim, porque desta maneira eu não a tinha deixado tão mal como deixei. Ela ficou assim porque eu a traí, a pessoa que mais segurança lhe dava no mundo inteiro fez-lhe uma coisa destas, ela com tantos problemas que já tinha com os pais... e eu fiz uma coisa daquelas...
Para o meu caso foi um mal que veio por bem, porque a rapariga que conheci é fantástica, tem uma personalidade difícil de entender, mas é tão interessante quando se descobre tudo o que lhe vai na cabeça, uns olhos penetrantes irresistíveis é uma mulher a sério, muito independente, mas não é de ferro, daí precisar de mim nos bons e nos maus momentos assim como eu preciso dela.
Ainda não falei dos nossos pais que muitas vezes não são como gostávamos que fossem e também ainda não falei da vida de estudante da minha namorada que também não está a correr nada bem e eu estou no meio disto tudo com grandes dúvidas na minha cabeça. Principalmente com um grande sentimento de culpa incutido pelo pai dela em conversas que tiveram sobre os problemas que ela tem tido ultimamente com os estudos...
Basicamente, o maior problema de todos é este sentimento de culpa que eu tenho já desde há muito tempo, desde a primeira namorada, aos "erros" ou "azares" que tive nas decisões sobre o meu futuro (ainda não sei o que lhes chamar), até às coisas pelas quais o pai da minha actual namorada me culpa. Entre outras coisas...
Apesar de eu ser uma pessoa até muito social , com amigos em muitos lugares, não me encaixo bem em lado nenhum quando tenho tantos problemas que não consigo resolver e quando tenho medo de os partilhar com a minha namorada, porque sei que ela neste momento também não está a 100% para me ajudar. Sei que a amo muito e prefiro escrever aqui do que preocupá-la ou criar discussões com coisas idiotas e más que às vezes digo.
Aqui está a introdução ao meu blog para ficarem a conhecer a minha vida no geral, depois conto as minhas histórias.
Até à próxima!
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